sábado, 30 de novembro de 2013

Crítica de "Trem Noturno para Lisboa"

Mais uma adaptação chega aos cinemas brasileiros. Dessa vez, o filme é uma adaptação do romance do suíço Pascal Mercier. Na história, Raimund Gregorius (Jeremy Irons) é um professor suíço que um dia, em seu trajeto para o trabalho, depara-se com uma mulher prestes a se suicidar. Ele a salva, mas a mulher vai embora e deixa apenas um casaco. Raimund encontra neste casaco uma passagem para Lisboa e um livro. O livro conta a história de Amadeu (Jack Huston), um médico português participante da Resistência. O professor suíço fica fascinado com essa história e procura pela cidade inteira de Lisboa detalhes da vida de Amadeu. O roteiro é dividido em dois núcleos. Um núcleo é o que acompanha Raimund e suas descobertas e o outro é do próprio Amadeu. O núcleo do Amadeu eu acho mais interessante, pois a história dele se desenvolve partindo de diferentes pontos de vistas, mas se encaixando perfeitamente no final. O espectador sempre fica curioso para saber como tal fato ocorreu sob o ponto de vista de algum personagem, e isso é muito bem explorado. O núcleo que acompanha Raimund é totalmente descartável. Parece que a única função dele foi dar um gancho para a contação da história de Amadeu. Os personagens da história de Amadeu são bem desenvolvidos, suas características são transmitidas com o tempo certo e o relacionamento deles entre si possuem um bom nível de profundidade. Os personagens da história de Raimund porém são um pouco superficiais. O próprio suíço não tem um desenvolvimento tão caprichado e suas atitudes fazem com que nos perguntamos: Será que só por um livro, um homem deixaria tudo que conhece para conhecer a história do autor? Além disso, uma mulher foi introduzida na trama somente para apresentar-se como o par romântico do protagonista (claramente uma personagem descartável).
A direção é do dinamarquês Bille August. Os cortes do filme são bons, mas poderiam ter sido feitos de uma forma menos evidente. Percebe-se imediatamente o corte de uma cena para outra, enquanto em filmes do Woody Allen por exemplo, os cortes são tão nítidos que tem que se prestar muita atenção para percebê-los imediatamente. O diretor usufrui dos pontos turísticos da cidade de Lisboa como um ótimo cenário para o desenrolar da história. Ele usa de rios, igrejas e partes históricas da cidade para contracenar com os personagens do longa.
O elenco é razoável. Jeremy Irons no papel principal demonstra esforço, mas não convence. Sua atuação não é horrível, mas deixa a desejar. Jack Huston no papel de Amadeu tem uma atuação brilhante. Ele passa de uma forma sensacional, os ideais pelo qual o personagem defende e, ao mesmo tempo, dá a sua própria versão para as características pessoais do personagem, mostrando-se assim um ator forte (e novo). Os outros atores atuam de formas distinitas, enquanto uns possuem um bom desenvolvimento, outros passam a imagem de atores fracos, "sem sal". Uma coisa que particularmente gostei bastante é que o ator Cristopher Lee (Saruman em "O Senhor dos Anéis") teve uma participação especial interpretando um padre. Durante essa cena, percebemos a versatilidade do ator, passando de um mago que se afilia a uma entidade capaz de destruir a Terra-Média a um padre que se afilia a uma força superior do Bem.
O filme não possui efeitos especiais e computatorizados, mas a fotografia faz a sua parte. Ela usa da ambientação duma cidade linda como Lisboa para assim desenvolver situações e personagens através da imagem. A ambientação é bem dinâmica e os espaços do cenário são bem preenchidos. A trilha sonora é suave, mas ao mesmo tempo passa uma identificação com os personagens da Resistência.
O filme trata-se de um drama, mas não chega a emocionar. O roteiro consegue deixar o público curioso, mas nada que emocione. O tempo de filme foi o ideal, pois se fosse mais longo tornaria-se chato, afinal o longa trata-se de diálogos e lembranças. Um filme estrangeiro que possui um roteiro com uma parte excelente e outra dispensável.

Nota:


                                                                                                                 - Demolidor


 

"Noé" ganha novo trailer

O épico "Noé" ganha seu segundo trailer. O filme recontará a história da Arca de Noé e dentre os atores principais estão Russel Crowel como protagonista e Emma Watson, Logan Lerman e Anthony Hopkins como coadjuvantes. A direção é de Darren Aronofsky ("Cisne Negro"). O longa estreará no Brasil dia 4 de Abril do ano que vem então não deixe de nos seguir para mais novidades.

 
                                                                                                                            - Demolidor

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Crítica de "BioShock Infinite"

"BioShock Infinite" é um jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pela Irrational Games ("BioShock"). O game foi lançado dia 26 de Março deste ano para as plataformas PS3 e Xbox 360. O game é o terceiro da franquia, já que antes dele tivemos "BioShock" (2007) e "BioShock 2" (2012). A trama do jogo porém não se relaciona diretamente com os antecessores. Enquanto nos primeiros jogos passeávamos na cidade subaquática de Rapture, neste jogo vamos para a cidade de Columbia. Columbia é uma cidade aérea comandado por um homem que chama a si próprio de Profeta. A primeira vista, achamos que a cidade é utópica, é um paraíso. Mas ao adentrarmos em seus mais profundos segredos, descobrimos que aquelas pessoas que pareciam simpáticas tem preconceitos e diferenças muitos piores que à nossas. Nesse panorama entra Booker DeWitt, que para quitar uma dívida precisa resgatar uma mulher chamada Elizabeth daquele lugar. A personagem Elizabeth é u a típica princesa da Disney, ela mora aprisionada em uma torre e espera seu "príncipe encantado". Depois de encontrar com Elizabeth, Booker e ela precisam achar um modo de sair da cidade, enquanto o passado de Elizabeth e do próprio Booker é apresentado. A trama do game é muito bem feita. Misturando um bom FPS com uma boa história fantasiosa, chegamos a um roteiro comovente e compacto. A dupla principal tem sua relação muito bem trabalhada, passando de desconhecidos para amigos que se ajudam a vencer os desafios. O passado de Elizabeth é bem misterioso, e isso me fez achar que seria um pouco falso. Mas, pelo contrário, o passado da personagem foi apresentado aos poucos durante a história, fazendo assim uma identificação com a personagem. A trilha sonora do jogo é marcante e as composições trazem uma leveza ao jogo. Além disso, a música ajuda na hora do combate, pois quando está com uma música tensa sabe-se que a batalha ainda está acontecendo, mas se essa música tensa parar sabe-se que todos os inimigos foram mortos. O final é controvérsio, mas eu gostei muito. Achei criativo e inteligente, pois todos os fatos do jogo se ligam por um mínimo detalhe.
A jogabilidade do jogo é praticamente a mesma dos outros jogos da franquia. Temos várias armas disponíveis no jogo, além do combate corpo a corpo. Existem também os chamados "Vigors", que são poderes especiais que Booker adquire durante o jogo e que o ajudam na hora do combate. Além de todos esses mecanismos, Elizabeth sempre ajuda Booker. Ela sempre dá munição, energia ou dinheiro. Isso facilita muito o jogo, mas não sei se era necessário. O mecanismo da morte também é meio inusitado. Quando você morre, em vez de voltar desde o início da fase, o jogador volta de onde parou e os inimigos mortos não voltam. Isso quer dizer que não importa quantas vezes você morrer, pois isso só te tirará um pouco de dinheiro. Na cidade a locomoção é a pé, mas existem pontos em que pode-se usar os chamados "aerotrilhos", onde Booker movimenta-se mais rápido e assim fica mais difícil para os inimigos acertarem o jogador.
Os gráficos do game são belíssimos. O visual da cidade de Columbia foi muito bem trabalhado. Todos os detalhes da cidade, os monumentos, as pessoas conversando, os móveis, tudo bem detalhista, digno de "BioShock". A única decepção é que mesmo os gráficos sendo ótimos, eles não evoluem do segundo jogo da franquia. O detalhamento é o mesmo e a construção da cidade é a mesma, somente o local que muda. Eu disse que é uma decepção, pois estamos acostumados com gráficos inovadores sempre, mas isso não quer dizer que os gráficos não sejam espetaculares.
O jogo possui mais ou menos 14 horas de duração e possui um DLC chamado "Burial at Sea". "BioShock Infinite" é indicado ao VGX dessa ano, inclusive para melhor jogo. (veja a lista completa) Um jogo que apresenta uma ótima jogabilidade de FPS e uma trama envolvente e comovente.

Nota:

                                                                                                                     - Demolidor

Anunciada data de estréia da 3° temporada de "Sherlock" na Inglaterra

A BBC finalmente anunciou a data de estreia da terceira temporada da série "Sherlock" no Reino Unido. O primeiro episódio será exibido no dia primeiro, e os outros dois episódios serão exibidos nos dias 5 e 12 de Janeiro. (veja a data de estréia nos EUA) E você o que espera da continuação da saga do excêntrico detetive? Comente aqui embaixo e não deixe de nos acompanhar.

                                                                                                                                - Demolidor

"The Last of Us" poderá virar filme

O jogo "The Last of Us", desenvolvido pela Naughty Dog e concorrente ao prêmio de melhor jogo do ano (veja a nossa crítica) poderá ganhar uma adaptação para as telonas. De acordo com sites estrangeiros, a Sony registrou os domínios de um possível longa baseado no game. E você, aprova essa ideia? Comente aqui embaixo e não deixe de nnos seguir para mais novidades.

                                                                                                                                   - Demolidor

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SB-TV #18 - Retrospectiva Séries e HQs 2013

É pessoal, já iniciou a retrospectiva de 2013. Para começá-la, temos aqui o ano nos quadrinhos e na TV. Além disso ainda temos a estreia de um novo integrante do Skybaggins, Vader. O SB-TV #18 está no ar!


- Bilbo

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"RoboCop" é adiado

O remake de "RoboCop" dirigido por José Padilha ("Tropa de Elite") teve sua estreia nos cinemas brasileiros adiada. O filme que tinha previsão para estrear no dia 7 de Fevereiro do ano que vem, agora estreará no dia 28 do mesmo mês. E você o que espera do filme? Comente aqui embaixo e não deixe de nos acompanhar para mais novidades.

                                                                                                                         - Demolidor

Novo trailer de "Tarzan 3D"

A nova animação do rei da selva feita por captura de movimentos ganhou mais um trailer. O filme misturará elementos da mitologia de Tarzan com elementos de ficção científica. No trailer também aparece Jane, uma das personagens principais do longa que estreia no Brasil no dia 17 de Janeiro do ano que vem.

                                                                                                                          - Demolidor

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Crítica de "Blue Jasmine"

Mais um filme de Woody Allen nos cinemas brasileiros. Agora, o diretor sai da paisagem europeia presente nos filmes anteriores como em "Meia Noite em Paris" e "Para Roma Com Amor". Ele volta ao bom e velho Estados Unidos, palco das suas maiores obras. O roteiro do longa baseia-se em Jasmine, (Cate Blanchett, a Galadriel de "O Senhor dos Anéis") uma mulher que perde todo o dinheiro de seu marido Hal (Alec Baldwin), que a sustentava. Ela precisa morar com sua irmã Ginger (Sally Hawkins) em São Francisco e lá passa por diversas situações em que seu ego fala mais alto. O roteiro é escrito por Woody Allen e segue o estilo de seus antigos filmes. Os personagens possuem relações profundas e inusitadas, causando divertimento, ao mesmo tempo que reflete problemas na sociedade atual (típico dos filmes do roteirista). Os personagens principais são bem apresentados, porém Jasmine destaca-se. Ela é uma mulher que não sabe viver independente, sem alguém para sustenta-la financeiramente. Por conseguinte, isso afeta seu desenvolvimento psicológico quando ela começa a ter surtos e a falar sozinha. A personagem foi inventada de uma forma criativa e mesmo com seus problemas, ela se apega ao público, de uma forma caricata. O roteiro mescla entre o passado e o presente. No passado, acompanha-se a personagem com seu marido e vai descobrindo-se o que a levou à falência. A troca dos tempos cronológicos foi feita de uma forma dinâmica, não causando confusão e sempre relacionando os fatos presentes com os fatos passados.
O elenco possui uma boa desenvoltura. Cate Blanchett, uma atriz versátil, possui uma ótima interpretação para um personagem difícil. Todas as emoções e psicoses passadas pela atriz emitem um realismo e condiz com sua situação. Alec Baldwin ("Os Fantasmas se Divertem", "A Caçada ao Outubro Vermelho") também brilha com sua atuação. Nas cenas em que os dois estão juntos, percebe-se um entrosamento e uma qualidade na interpretação e no realismo ao passar uma relação com base em mentiras e futilidade. Os outros atores possuem boas atuações, talvez os namorados da irmã não tenham sido tão realistas, mas eles não fazem diferença para a história.
 A direção de Woody Allen é boa. Ele consegue pegar ângulos em que realça as emoções dos personagens e aproveita a ambientação para causar uma certa profundidade. Como é típico de seus filmes, a ambientação foca-se em lugares fechados e o filme desenrola-se a partir dos diálogos (isso lembra muito um teatro). A fotografia é bonita, os pontos turísticos de São Francisco são bem usados para realçar a beleza do lugar e remetem clássicos que passaram por lá como por exemplo "Um Corpo que Cai" de Alfred Hitchcock.
A diversão que o filme proporciona está ambientada nos detalhes. Quando se presta atenção nos diálogos e na criação das situações, existe um divertimento. Não posso dizer que é um filme para se gargalhar, mas sim para divertir e refletir. Os alívios cômicos são certeiros e promovem uma grande diversão para o público. Não é um dos melhores filmes do diretor, mas ainda assim é Woody Allen.

Nota:

                                                       - Vader e Demolidor
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Crítica de "Lego Marvel Super Heroes"

Apesar da vantagem da Marvel em relação a DC quanto ao seu universo cinematográfico, a concorrente domina as outras mídias: HQs ("Antes de Watchmen"), Séries ("Arrow") e Games ("Injustice"/"Batman Arkham"). Este ano, a Marvel se renovou nas HQs e lançou sua primeira série live-action, "Agents of Shield" que, mesmo com uma qualidade regular, já é um grande avanço. Faltava o aperfeiçoamento nos games, e ele veio com Lego Marvel Super Heroes. Mesmo não sendo produzido pela empresa criadora dos personagens, o jogo mostra grande fidelidade ao seu universo e pode ser o ponto de partida para futuros novos video-games da empresa.
O jogo acompanha os personagens dos quadrinhos e não dos filmes (já que a Marvel não possui direitos cinematográficos de muitos de seus personagens). Mas o interessante é que muitos dos personagens são dublados por seus respectivos atores e atrizes nas telonas. Com alívios cômicos muito bons (típico da franquia Lego), o game consegue transmitir uma sensação do universo Marvel como nas HQs. Os gráficos do jogo, mesmo não se tratando de algo com muitos detalhes - afinal, praticamente tudo é feito de blocos de Lego - , são impressionantes.
A trama não acompanha nenhuma HQ específica. Na história, blocos cósmicos caem na Terra e são recolhidos pelo Dr. Destino e outros vilões como Magneto, Duende Verde, Dr. Octopus, Homem-Areia, Loki e muitos outros. Com os blocos, ele pode construir o "Dr. Doom's Doom Ray of Doom" (O Raio do Destino do Dr. Destino). A S.H.I.E.L.D. recruta os super-heróis para conter essa ameaça mundial. Cada personagem tem seu ataque e sua habilidade específica. Você inclusive consegue jogar com o Stan Lee!
O mais divertido do jogo é você poder jogar com X-Men, Vingadores, Quarteto Fantástico e muitos outros super-heróis juntos, algo impossível de acontecer nos cinemas. Com tiradas hilárias de Tony Stark, Deadpool e Homem-Aranha, o jeito rabugento do Wolverine e Thor e a devastação do Hulk e do Coisa, o jogo consegue usufruir da mistura perfeita há muito tempo criada por mestres das HQs.

Nota:

- Bilbo

Anunciado "LEGO The Hobbit"

Depois do sucesso de "LEGO O Senho dos Anéis", (aclamado pela crítica e pelo público) a Traveller's Tales anunciou mais um jogo baseado no universo de Tolkien. A campanha do jogo terá como base em "O Hobbit - Uma Jornada Inesperada" e "O Hobbit - A Desolação de Smaug". Os personagens jogáveis são: Bilbo Bolseiro, Gandalf e a Companhia de Anões (Thorin, Fili, Kili, Óin, Glóin, Dwalin, Balin, Bifur, Bofur, Bombur, Dori, Nori, Ori). A previsão de lançamento é para 2014 para as plataformas PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, PC e Nintendo 3DS. E você o que espera dessa game? Comente aqui embaixo e não deixe de nos acompanhar para mais novidades.


                                                                                        - Demolidor


SB-News - Homem-Aranha e VGX


- Bilbo

sábado, 23 de novembro de 2013

Novo teaser de "Sherlock"

Foi lançado pela BBC um novo teaser da terceira temporada da série "Sherlock", protagonizada por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman. A temporada sairá nos EUA dia 19 de Janeiro do ano que vem. O que você espera da nova temporada? Comente aqui embaixo e não deixe de nos seguir para mais novidades.

                                                       - Demolidor

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Tolkien ganhará cinebiografia

J. R. R. Tolkien, o escritor de "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit" ganhará uma cinebiografia. Não há detalhes sobre datas de início das filmagens e elenco, mas já se sabe que o roteiro do longa está sendo escrito pelo diretor David Gleeson e por enquanto o título será "Tolkien". E você o que espera do filme do maior escritor de fantasia da história? Comente aqui embaixo e não deixe de nos acompanhar para mais novidades.

                                                                                                                     - Demolidor

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Crítica de "Capitão Phillips"

Um novo filme estrelado por Tom Hanks estreia nos cinemas brasileiros. Dessa vez, o ator interpreta o capitão de um navio cargueiro chamado de Richard Phillips. Tudo está indo bem, até que eles são abordados por um grupo de piratas somalianos liderados por Muse (Barkhad Abdi) e Phillips é sequestrado por esses piratas em troca da segurança de sua tripulação. A partir daí, o roteiro foca nos somalianos com o capitão mantido refém e as negociações com a Marinha Americana. O roteiro é baseado na biografia de Richard Phillips, ou seja, é uma adaptação. O roteiro preza principalmente a realidade. Logo no início do filme, é mostrado a Somália e podemos perceber o quão pobre o país é e como é difícil ter uma boa qualidade de vida lá. Com essa premissa, entendemos que os piratas são - nada mais nada menos - do que pessoas necessitadas de dinheiro e que usam da violência para conseguir seus objetivos. O grupo dos piratas liderados por Muse é muito bem desenvolvido. Os conflitos internos decorrentes da inexperiência do grupo e a posição de cada um perante ao outro são retratados de uma forma notável. Outra coisa interessante do roteiro é que ele também apresenta o lado da Marinha americana. Os movimentos da Marinha, as negociações, as ordens, tudo foi bem retratado. Na verdade, esses movimentos me lembraram muito os romances de Tom Clancy, que sempre deixava bem claro as estratégias militares. O próprio Capitão teve um bom desenvolvimento, passando uma imagem de herói e demonstrando que para ser um comandante fiel à sua tripulação ele não precisa seguir a frase "O Capitão nunca abandona seu navio", mas sim protege-los da melhor forma possível.
O elenco é dotado de poucos atores. O que achei interessante é que os atores que interpretam os piratas são africanos. Isso demonstra uma realidade imprescindível e mostra que a preocupação do roteirista era contar a história da forma mais real possível, pois ele poderia escolher qualquer ator americano "encostado" em Hollywood. Os que possuem mais tempo de tela são os piratas e o Capitão. O ator Barkhad Abdi (interpretando Muse) dá vida a um personagem difícil. Seus atos, suas ordens, tudo condiz com o que realmente aconteceu, além de suas expressões faciais que deixam qualquer um acreditando que ele realmente é um pirata. Seu desempenho foi tão bom que me atrevo a dizer que o vilão é um dos melhores que eu já vi no cinema em 2013. Tom Hanks, no papel principal, faz um excelente trabalho. Ele trabalha a personalidade heroica do capitão, nunca deixando de lembrar o amor pela família. Tom Hanks propõe um herói real ao público de uma forma emocionante. Existem cenas que simplesmente acredita-se que ele está vivendo a situação. Acho que nunca vi um trabalho como esse do ator desde 2001 no filme "Náufrago" (parece que o ator se dá bem com histórias situadas no mar). Dessa forma recuperamos um grande ator, que precisava de um bom personagem para elevar sua autoestima e recuperar a forma que o fez merecedor de dois prêmios Oscar.
O longa é dirigido por Paul Greengrass ("O Ultimato Bourne") conduz bem a direção. A direção não é notável, pois ele apresenta uma situação tensa do início ao fim, e isso prende a atenção do espectador. Mas os movimentos de câmera são inteligentes, usufruindo das ambientações permitidas a cada cena. No mar, por exemplo, a câmera toma várias direções, fazendo com que compreendamos a imensidão do oceano e a nossa insignificância perante à eles. Os cortes foram bem feitos, nada perceptível.
Os efeitos visuais do filme foram bem conduzidos (também). A fotografia é bem bonita, mostrando a beleza do oceano e também condiz com a tensão do roteiro nas cenas de contato entre os piratas e a marinha. O interior da baleeira onde se passa a maior parte do filme possui uma boa ambientação e a fotografia consegue dividir as partes do barco. Não existem efeitos especiais no longa, mas estes não fazem falta. A trilha sonora do filme é bem encaixada, acompanhando os momentos de emoção, tensão e heroísmo.
O filme é uma mescla de suspense com ação e requere atenção. Ele provoca diferentes emoções, mas no final, agrada. É essencial para quem quer ver um dos melhores filmes do ano. Um excelente thriller que retrata o heroísmo do Capitão Phillips, retomando Tom Hanks a sua antiga (e ótima) forma.
Nota:


                                                                                                                    - Demolidor

SB-TV #17 - Jogos Vorazes - Em Chamas (Sem Spoilers)


(Clique na imagem para ver o vídeo no YouTube)

- Bilbo

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Crítica de "O Mordomo da Casa Branca"

A mais nova produção e direção de Lee Daniels (do premiado Preciosa - Uma História de Esperança) está nos cinemas e vem agradando muita gente. O filme se passa inicialmente no ano de 1926, numa plantação de algodão na região de Malcon, Estados Unidos. A história acompanha Cecil Ganes (Forest Whitaker), que vê seu pai sendo morto a sangue frio e sua mãe abusada sexualmente quando ainda era uma criança, após esse ocorrido a dona da fazenda, chamada Annabeth (Vanessa Redgrave) decide criá-lo como um criado da casa, ensinando-o a se comportar e servir as pessoas adequadamente. Após algum tempo o rapaz sai da fazenda e procura emprego na cidade, mas as oportunidades eram bem escassas e numa tentativa de roubar um bolo para se alimentar ele conhece um empregado do hotel, que o arranja um emprego naquele estabelecimento, trabalhando como mordomo. Depois de algum tempo, ainda trabalhando no hotel, sua vida muda para sempre, quando é convidado para trabalhar na Casa Branca, em Washington, servindo o próprio presidente, políticos e convidados que vão ao local. A história também mostra vários fatos que mudaram a história dos Estados Unidos, como o assassinado do presidente Kennedy (James Marsden), a segregação racial que ocorria em grande escala nos Estados Unidos e a posse do atual presidente, o democrata Barack Obama, que no filme é muito apoiado politicamente pela família de Cecil. O filme apresenta um roteiro muito bom e inteligente, conseguindo mostrar como as decisões feitas na Casa Branca conseguiram interferir na vida pessoal de Cecil e das pessoas que o rodeiam.

Os personagens foram excepcionalmente criados, como seus respectivos atores foram escolhidos, conseguindo demostrar o drama e a compaixão vividos na trama, com todas as mudanças e perigos passados por eles. A atuação de Forest Withtaker como personagem principal foi comovente, principalmente pelo fato dele conseguir mostrar que após sofrer tanto, o personagem Cecil se adapta a viver no "mundo dos brancos" e ensina isso a seu filho, numa cena muito interessante e  importante para o desenrolar da história. Um dos personagens que mais se destacou foi a mulher de Cecil, Gloria Ganes, vivida por ninguém menos que Oprah Wrinfey, famosa apresentadora americana, que demonstrou emoção e raiva nas horas certas, tornando sua atuação esplendida. Também foi importante para o desenrolar da história a ótima atuação dos outros dois mordomos, Carter Wison e James Holloway (Cuba Gooding Jr. e Lenny Kravitz) que em algumas cenas utilizaram do artificio cômico para dar uma leveza a conversa, o que funcionou bem.

O filme não apresenta efeitos especiais muito relevantes e o figurino é bonito e variado, já que o filme se passa dos anos de 1920 até os dias de hoje, representando muito bem os valores daquela época. A maquiagem foi muito bem investida, mostrando os personagens principais envelhecendo e mantendo seus contornos principais, o que é muito importante para uma boa maquiagem.

No fim, o filme se torna carismático e interessante para o espectador, demonstrando as dificuldades vividas pelo povo negro da população americana, do Klu Klux Klan (grupo radicalista que caçava os negros), a morte de Luther King, até a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Assim, com um elenco forte, personagens bem construídos e um roteiro comovente, O Mordomo da Casa Branca se torna um excelente filme e um forte candidato ao Oscar 2013.

Nota : 



                                                                                                                       -Vader


                                                






Indicados para o VGX 2013

Os indicados para o antigo Videogame Awards (prêmio para games), agora chamado VGX foram anunciados. O anúncio dos vencedores será feito no dia 7 de Dezembro às 19:00 e acompanharemos ao vivo, então não deixe de nos seguir. Eis os prêmios e os indicados:
 Melhor Jogo
  • BioShock Infinite
  • GTA V
  • The Last of Us
  • Tomb Raider
  • Super Mario 3D World
  Melhor Desenvolvedora
  • Irrational Games
  • Naughty Dog
  • Rockstar North
  • The Fullbright Company
 Melhor Jogo de Tiro
  • Battlefield 4
  • BioShock Infinite
  • Call of Duty: Ghosts
  • Metro: Last Night
 Melhor Jogo de Ação/Aventura
  • Assassin's Creed IV: Blackflag
  • GTA V
  • The Last of Us
  • Tomb Raider
Melhor Jogo Esportivo
  • FIFA 14
  • MLB 13: The Show
  • NBA 2K14
  • NHL 14
Melhor Jogo de Luta
  • Divekick
  • Injustice: Gods Among Us
  • Killer Instinct
  • Tekken Revolution
Melhor Jogo de Corrida
  • F1 2013
  • Grid 2
  • Forza Motorsport 5
  • Need for Speed Rivals
Melhor RPG
  • Final Fantasy 14: A Realm Reborn
  • Fire Emblem: Awakeaning
  • Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
  • Pokémon X/Y
Melhor Jogo Independente
  • Gone Home
  • Kentucky Route Zero
  • Papers, Please
  • The Stanley Parable
Melhor DLC/Expansão
  • Borderlands 2: Tiny Tina's Assault on Dragon Keep
  • Dishonored: The Knife of Dunwall
  • Far Cry 3: Blood Dragon
  • Mass Effect 3: Citadel
Melhor Jogo do Xbox 360
  • GTA V
  • Tomb Raider
  • BioShock Infinite
  • Brothers: A Tale of Two Sons
Melhor Jogo do Playstation 3
  • Rayman Legends
  • GTA V
  • The Last of Us
  • Tomb Raider
Melhor Jogo do Nintendo Wii U
  • Pikmin 3
  • Super Mario 3D World
  • Rayman Legends
  • The Wonderful 101
Melhor Jogo do PC
  • Gone Home
  • Papers, Please
  • Battlefield 4
  • The Stanley Parable
Melhor Jogo para Portáteis
  • Animal Crossing: New Leaf
  • Pokémon X/Y
  • Tearaway
  • The Legend of Zelda: A Link Between Worlds
Melhor Jogo Casual
  • Animal Crossing: New Leaf
  • Disney Infinity
  • Plants vs Zombies 2: It's About Time
  • Skylanders Swap Force
Melhor Dublador
  • Troy Baker como Booker DeWitt em "BioShock Infinite"
  • Troy Baker como Joel em "The Last of Us"
  • Steven Ogg como Trevor Philips em "GTA V"
  • Willem Dafoe como Nathan Dawkins em "Beyond: Two Souls"
Melhor Dubladora
  • Courtnee Draper como Elizabeth em "BioShock Infinite"
  • Ellen Page como Jodie Holmes em "Beyond: Two Souls"
  • Camilla Luddington como Lara Croft em "Tomb Raider"
  • Ashley Johnson como Ellie em "The Last of Us"
Melhor Música Em Um Jogo
  • "Survival" - Eminem ("Call of Duty: Ghosts")
  • "Will the Circle be Unbroken" por Courtnee Draper & Troy Baker ("BioShock Infinite")
  • "Sleepwalking" por The Chain Gaing of 1974 ("GTA V")
  • "ADHD" por Kendrick Lamar ("GTA V")
Melhor Trilha Sonora
  • GTA V
  • BioShock Infinite
  • The Last of Us
  • Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
Jogo mais aguardado de 2014 (voto online)
  • Watch Dogs
  • Titanfall
  • The Witcher 3: Wild Hunt
  • Destiny
  • South Park: The Stick of Truth
                                                                                                                           - Demolidor

Crítica de "Call of Duty - Ghosts"

Foi lançado o mais novo jogo da franquia Call of Duty, produzido pela Infinity Ward e que agora se passa em um Estados Unidos destruído e quase totalmente tomado pela Federação, um grupo de países Sul Americanos que após uma destruição do Oriente Médio se tornam os principais mercadores do petróleo mundial, assim se fortalecendo e tornando-se uma superpotência. A história principal se passa em volta dos Ghosts, que são uma força de operações especias do exército norte americano, treinados para realizar missões clandestinas. O principal personagem e que é controlado pelo jogador é Logan Walker, também aparecem seu pai, Elias Walker, e seu irmão, David. A campanha continua excelente e completamente criativa, o que já é comum nos jogos da Infinity Award, como nos Call of Duty - Modern Warfare 1, 2 e 3, muito elogiados pela crítica pelo seu modo campanha. O principal antagonista da trama é um ex-Ghost, conhecido como Rorke e que após ter desaparecido em uma missão foi encontrado pela Federação e se aliou a eles.

O jogo continua tendo a opção do multiplayer, em que você interage com outros jogadores online ou em uma partida local. Nesse jogo especificamente tivemos alguns conceitos redefinidos, como o fato do jogador ter uma maior interação com o ambiente e que podendo utilizar desse conceito como estratégia de jogo, também tivemos a escolha de criar e personalizar o seu próprio soldado, podendo escolher entre homem ou mulher, uma inovação nos jogos de tiro. Ocorreram também mudanças nos movimentos, mas nada muito alarmante, como o simples fato de escorregar e se espreitar em esquinas. Os mapas também sofreram uma reformulação total, causando opiniões muito diversas, alguns mapas não agradarem uma grande maioria, causando aquela partida em particular muito cansativa, mas esse fato também é comum nos Call of Duty, em que alguns mapas eram criticados negativamente por grande parte dos jogadores. Como ainda estamos em um curto período após o lançamento do jogo, ocorrem algumas falhas nos servidores, como "bugs" e saída das partidas sem o desejo do jogador, ou seja, faltam servidores dedicados aos jogadores tanto de PC, como de Xbox 360 e Playstation 3.

Uma novidade no jogo é o novo modo Extinction, em que você e mais 4 jogadores (pode ser jogado tanto  no modo online como no local), lutam para impedir uma invasão alienígena em um mundo pós apocalíptico, utilizando de brocas para destruir colmeias alienígenas e combater esses seres. Essa ideia principalmente foi tirada dos jogos Call of Duty - Black Ops 1 e 2, que foi produzido pela Treyarch e que gerou muito lucro para esse companhia e agrado por parte dos jogadores. Esse novo modo é uma novidade e por enquanto vem agradando bastante pela sua criatividade.

No fim, foi um jogo que causou diferentes opiniões e que se os defeitos forem arrumados a tempo e os servidores sofrerem uma mudança, pode se tornar um dos melhores Call of Duty já feitos.


Nota : 





                               
                                                                                                      -Vader


terça-feira, 19 de novembro de 2013

SB-News - Bilheteria e Estreias


- Bilbo

"Vingadores vs X-Men 7"

Já está nas bancas a sétima edição da saga "Vingadores vs X-Men". Pela primeira vez, o roteiro do HQ não situa-se na guerra entre os heróis e os mutantes. Dessa vez, Ciclope perde todos os seus poderes de Fênix Negra e é preso. Ele fica numa prisão "comum", apenas sua cela é adaptada para mutantes. Enquanto isso, os Vingadores tentam descobrir o máximo possível sobre a Força Fênix (o próprio Wolverine interroga Ciclope). Esperança, a personagem principal da história, resolve levar uma vida "normal", longe de heróis e mutantes, e frequenta uma escola, faz amizades, mas mesmo assim, sente que aquilo não parece com ela. Simultaneamente, alguns mutantes não dão mais notícias como o Magneto, Colossus e Magia. Os Vingadores os procuram, porém não os encontram. Só descobrimos o paradeiro deles no final da história. A HQ é bem escrita e compacta. Todo arco de história é bem fechado e as transições entre eles tem um timing perfeito. Pela primeira vez, a HQ explora o lado psicológico de Ciclope, um personagem que é considerado frio, mas que no fundo, tem seus motivos. As relações dos personagens também são bem exploradas e, como o próprio título diz "Consequência", a HQ traz as consequências duma guerra devastadora. A emoção da destruição do país natal, o cansaço da guerra, tudo é pensado e retratado pelo roteirista. Todos os personagens principais são bem retratados e é notável a diferença do modo de agir de um para o outro. Isso demonstra a bela construção das características de cada herói.
Os desenhos da HQ são regulares. Nos quadrinhos maiores, os heróis são bem detalhados e os traços condizem com a situação. Porém (novamente) nos quadrinhos menores, as imagens ficam um pouco desfiguradas. É um problema decorrente da Marvel que prejudica a experiência do leitor. Mas eu acho que eles perceberam isso e tem melhorado de umas edições pra cá. Ainda falta bastante para chegar num bom nível, mas espero que melhore para melhor a experiência do leitor de quadrinhos. A saga está chegando no final, e o desenrolar promete ser marcante (principalmente pelo final dessa HQ que é bem legal). Espero que o roteiro continue desenvolvendo bem a mitologia da Marvel e os seus personagens e que as ilustrações sejam mais caprichadas.

                                                                                                                     - Demolidor

sábado, 16 de novembro de 2013

Crítica de "Jogos Vorazes - Em Chamas"

O novo filme da franquia "Jogos Vorazes" chega aos cinemas brasileiros (antes da Europa e dos EUA). Baseado na segunda obra de Suzanne Collins, a história acompanha Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) que é convocada a participar novamente dos Jogos Vorazes. Ela precisa lutar pela sua sobrevivência, mas também possui interesses amorosos em Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth). Mas desta vez, os jogos estão diferentes. Particularmente nesse ano, os tributos campeões precisam voltar a arena. Ao mesmo tempo, uma revolução conspiradora acontece no país. O roteiro começa bem, e depois piora. Na parte fora da arena, onde a política e as relações são exploradas, o roteiro se mostra coerente, com diálogos inteligentes e desenvolvimento dos personagens feito de uma forma que o público se apega aos ideais. Porém a partir da arena, o filme se torna um pouco confuso e o final deixa a desejar. Mas o filme provoca diferentes emoções ao público, com cenas marcantes.
A direção do filme é boa, o diretor faz tomadas inteligentes (principalmente na arena), além de melhorar os efeitos. A fotografia é bem usada e bonita (mesmo não necessitando o 3D).
Os atores possuem boas atuações. Eles demonstram presença e passam a emoção necessária para cada situação. Mostram que a nova geração de atores não está para brincadeira.
Os efeitos especiais não são ótimos, mas superam os do primeiro filme. O visual da Capital foi bem explorado, parecido com qualquer cidade utópica de ficção científica. Os efeitos de fogo não são realistas, mas evoluem partindo do primeiro filme . Os outros efeitos, como de água e animais são um pouco realistas, mas ainda podem ser melhorados.
O filme consegue provocar diversas emoções como raiva, esperança e tristeza. Porém, o roteiro se perde um pouco e ao fazê-lo, confunde o ideal revolucionário. A relação dos personagens no livro é profunda e Katniss sempre fica em dúvida em relação ao amor. No filme porém, Katniss não tem dúvida e as relações são mais superficiais. Outros personagens porém são bem desenvolvidos como o Finnick e também existe uma cena marcante no Distrito 11, logo no ínicio do filme. A cena ocorre durante a turnê de Peeta e Katniss e é realmente marcante. Mas parece que o filme teve a finalidade de introduzir um climax épico para o desenrolar da história, desaproveitando dos bons atributos da obra de Collins. Analisando como um filme, "Jogos Vorazes - Em Chamas" mescla com um roteiro surpreendente e com alguns personagens bem desenvolvidos e outros não.


Nota : 


                                               
                                                                                                                             
                                                                                                                             -Demolidor

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Séries do Demolidor e Jessica Jones contratam roteiristas

Após anunciarem 4 séries que passarão na Netflix, a Marvel anunciou os roteiristas de duas dessa séries. Para o Homem sem Medo, o roteirista encarretado será Drew Goddard (roteirista de "Lost") e para a Jessica Jones será Melissa Rosenberg (roteirista da saga "Crepúsculo"). Ainda não se sabe os roteiristas das séries do Luke Cage e Punho de Ferro, porém brevemente será falado. Então não deixe de nos acompanhar para notícias fresquinhas sobre as novas séries da Marvel.

                                                                                                                               - Demolidor

Crítica de "Nova Marvel Ponto de Partida"

Mais uma HQ da reformulação do Universo Marvel nos quadrinhos. Desta vez é uma edição especial, denominada Ponto de Partida. Ela funciona como um prelúdio para os títulos que serão relançados. A história principal concentra-se num suposto viajante do futuro sendo interrogado por Nick Fury. Paralela à história principal, existem pequenas histórias de novos personagens. Existe a do Nova, a do Senhor das Estrelas (membro do grupo Guardiões da Galáxia), do Loki convocando os Novos Vingadores, do Cable (que aparece na saga "Vingadores vs X-Men") e outra do Homem-Formiga (não é o Hank Pym) buscando vingar a morte de sua filha. Essas histórias não são tão boas. Com exceção da história do Senhor das Estrelas, todas as outras são muito monótonas e não transmitem emoção nenhuma. Parece que elas foram colocadas para mostrar ao público conteúdo novo, mas pelo que parece, conteúdo novo, mas sem qualidade. O motivo de eu ter gostado da história do Senhor das Estrelas, é porque a construção da imagem do personagem foi muito bem feita e a razão para ele tornar-se membro de um grupo de herói é plausível. A história principal tem seus acertos e erros. Como o objetivo da HQ é introduzir um novo momento da Casa das Ideias, a preocupação maior não é possuir um roteiro sensacional e catastrófico. Os roteiristas preocuparam-se em dar um gancho para a introdução de novos personagens, sem alterar em nada o passado da Marvel. Além disso, conhecemos um pouco mais da S.H.I.E.L.D, com a participação do Agente Coulson e de Maria Hill. Nick Fury na HQ também é muito bem explorado, tanto emocionalmente quanto profissionalmente. A impressão que dá é que essa reformulação buscará aproximar o universo Marvel do cinema com o dos quadrinhos. Os desenhos são bem feitos, porém tem um problema decorrente da Marvel. Nas imagens que ocupam uma página inteira, a figura é bem detalhada os traços são bem feitos e os tons bem usados. Porém, nos quadrinhos menores, o capricho não é tanto. Existem até casos em que o rosto de algum personagem está distorcido. Enfim, a HQ não possui um roteiro ótimo, mas ela cumpre o seu papel: apresentar a reformulação da Marvel nos quadrinhos.

Nota:

                                                                                                                   - Demolidor

terça-feira, 12 de novembro de 2013

SB-News - Hobbit, Robocop e Estreias


- Bilbo

Adiamento de filmes da FOX

A FOX anunciou que adiará algumas data de estreia de alguns filmes de sua propriedade. Dentre eles, está o filme do Quarteto Fantástico. O filme passou do dia 06/03/15 para 19/06/15. Nada do elenco está definido, mas o diretor será Josh Trank. O outro filme que também está na lista é o do "Assassin's Creed". O filme produzido e estrelado por Michael Fassbander teve a data alterada do dia 22/05/15 para 07/08/15. Os outros filmes com adiamento foram "The Secret Service", "Susan Cooper" e "Business Trip". Pelo que parece 2015 será um grande ano. Além dos filmes citados, "Jurassic World", "Star Wars VII", "Vingadores - A Era de Ultron", "Batman vs Superman", "Homem-Formiga" também estreiam. É melhor ir se preparando.

                                                                                                                                 - Demolidor

Anunciado novo jogo de "O Senhor dos Anéis"

Foi anunciado um novo jogo baseado na obra de Tolkien! O título do game será "Middle Earth: Shadow of Mordor" e a empresa responsável é a Monolith (mesma empresa desenvolvedora do último jogo "Guardians of Middle-Earth). Na campanha, o jogador acompanhará um patrulheiro morto pelo exército de Sauron e que retorna com poderes místicos e com desejo de vingança. A trama não terá nada a ver com a trilogia "O Senhor dos Anéis" em si, somente será situada no mesmo universo. O jogo estará disponível para PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One. A data de lançamento é desconhecida, então não deixe de nos seguir para mais novidades sobre o novo game.

                                                                                                                               - Demolidor

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Golpe de Mestre"

"Golpe de Mestre" (em inglês "The Sting") é um filme estadunidense do gênero comédia do ano de 1973. Dirigido por George Roy Hill, a trama começa com Johnny Hooker (Robert Redford) e Luther Coleman (Robert Earl Jones) assaltando um homem que passava na rua. Eles não sabiam porém que este homem trabalhava para um grande banqueiro chamado Doyle Lonnegan (Robert Shaw). O banqueiro manda capangas atrás dos assaltantes, porém Johnny consegue escapar. Luther, no entanto, não escapa e isso ocasiona sua morte. Agora, Johnny se afilia a um homem chamado Henry Gondorff (Paul Newman) e ambos arquitetam um plano para roubar todo o dinheiro do banqueiro e Johnny aplicar assim sua vingança. O roteiro é feito David Ward e tudo é meticulosamente pensado. A trama possui um desenrolar surpreendente, do início ao fim. Os personagens são bem desenvolvidos, cada um tem sua própria personalidade e seu modo de agir. Desse modo, cada personagem se apega a um tipo de público. Mesmo tratando-se de um filme de comédia, o longa não é pastelão. As circunstâncias são cômicas e alguns diálogos fluem de uma forma divertida. Mas não existem piadas forçadas ou personagens criados apenas com a finalidade de dar alívios cômicos. O roteiro é bem construído e é necessário um pouco de atenção para compreende-lo.
O elenco é recheado de belas atuações. A mais marcante é de Paul Newman. Ele dá uma vivência ao seu personagem, como nenhum outro ator do longa tinha feito. As situações cômicas, os planos arquitetados, tudo é bem passado pelo ator. Robert Redford, numa das primeiras atuações de peso da carreira, também leva seu personagem de uma forma tranquila. Ele não é nenhum destaque, mas sua força de vontade é perceptível.
A direção de George Roy Hill é bem feita. O posicionamento da câmera foca bem nas reações dos atores e o corte de uma cena para a outra é feita duma forma cômica. Cada corte é feito duma forma diferente e isso torna o filme muito dinâmico.
Os efeitos especiais não são muito notados. Porém, existem algumas cenas de perseguição em que a fotografia acompanha bem mesclando objetos dos cenários com a movimentação dos atores. Além disso, os sangues falsos parecem verdadeiros e todo o figurino é bem feito. Como o ambiente do filme passa-se na década de 1930, a ambientação e o cenário do longa são belíssimos. A impressão que dá é que o filme foi filmado naquela época de tamanha realidade que é o cenário e o figurino.
A diversão do filme é notável e esse é o seu diferencial. É um filme que pode ser visto com a família toda e é reconhecido pela Academia do Oscar (ao todo são 7 prêmios dentre eles de melhor filme). Existem momentos de risadas, de apreensão e existem momentos em que o espectador torce pelos protagonistas. Isso é o resultado duma bela atuação de Redford e de Newman.
 Um filme que inova no seu roteiro por tratar-se de uma comédia que possui um mistério no roteiro e  que possui uma direção impecável, tornando-se assim um ótimo entretenimento. É imperdível para amantes de cinema e para aqueles que querem se divertir com filmes clássicos.

                                                                                                                       - Demolidor

domingo, 10 de novembro de 2013

"Antes de Watchmen - Ozymandias"

Já está nas bancas a mais nova edição dos encadernados "Antes de Watchmen"! Agora é a vez do homem mais inteligente do mundo, o Ozymandias. A HQ acompanha a infância de Adrian Veidt, quando ele era a promessa de uma mente brilhante, porém precisava ocultar seu talento. Acompanha-se o desenvolvimento do caráter do personagem, suas experiências vividas até ele tornar-se um dos vigilantes de Nova York. A HQ também acompanha seu lado empresário, seus investimentos financeiros e seus planos sendo brilhantemente arquitetados. A HQ é a mais integrada do universo "Watchmen" da série de revistas. Todos os personagens do grupo possuem aparições. Dr. Manhtattan, Espectral, Coruja, Rorschach, Comediante, além de membros do grupo Minutemen e o vilão Moloch são apresentados. O Comediante tem uma grande importância na história, pois a rivalidade entre os dois personagens é nitidamente mostrada. Essa rivalidade causou um acontecimento importante na HQ de Alan Moore, porém não contarei para não dar spoilers (mas você já deve saber do que estou falando). Existem algumas partes do quadrinho que aparecem no próprio filme "Wacthmen", dirigido por Zack Snyder. A parte perceptível é a conversa do Comediante e do Moloch e a última conversa entre o Ozymandias e o Comediante. A HQ também desenvolve bem a relação de medo que o povo possui pelo Dr. Manhattan e é bem interessante a cronologia apresentada. O roteiro é excelente, com certeza uma das melhores HQs do ano. Mas além de contar uma boa história completamente inédita, a HQ entrega no tempo perfeito para o trabalho de Alan Moore. Não existe nenhum furo, tudo é bem arquitetado e o desenrolar é deixado em aberto, para ser completado na HQ "Wacthmen". O que também achei interessante é que a história é contada por um narrador, e isso torna bastante dinâmico os fatos, à medida que o tom do narrador vai alterando. Os desenhos são muito bonitos, os traços bem detalhados. Mesmo o mestre Alan Moore não estando satisfeito com essa série de prelúdios de sua obra, os fãs estão gostando (e com razão). Para mim, "Antes de Wacthmen - Ozymandias" é uma das melhores HQs da série, principalmente pelo roteiro acertado e com referências ao universo Watchmen.


                                                                                                                     - Demolidor

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

SB-TV #15 - Thor 2 e Batman Arkham

SB-TV #15.1 - Thor 2 (Sem Spoilers)


(Os links vão te redirecionar para os vídeos no YouTube)

- Bilbo

Novas séries da Marvel

A Netflix entrou num acordo com a Disney para a criação de séries (live-action) compostas por heróis da Marvel. Os escolhidos foram: Demolidor, Luke Cage, Punho de Ferro e Jessica Jones. A pretensão da Netflix é produzir de 5 a 13 episódios por herói e depois juntar todos numa minissérie com o título "Os Defensores". O anúncio eliminou a hipótese de um filme do Demolidor (pelo menso por enquanto), coisa que estava sendo esperada pelos fãs, afinal o herói havia acabado de ter os direitos devolvidos à Marvel. A escolha dos personagens pra série foi bem feita, pois todos trabalham juntos nas HQs e possuem histórias boas. Além disso, foi confirmado que as séries estarão situadas nos mesmos universos que os filmes da Marvel a até da própria série "Agents of Shield". Isso só aumenta nossa espera para essas séries, então não deixe de nos acompanhar para novidades no elenco, datas de estréia e muito mais das novas séries da Marvel.

                                                                                  - Demolidor

Novo trailer de "RoboCop"

O remake de "RoboCop", dirigido por José Padilha ("Tropa de Elite") ganhou seu segundo trailer. De novo é possível perceber os planos destinados ao RoboCop, existem mais cenas com o Samuel Jackson (e sua peruca), Gary Oldman (o Comissário Gordon do Nolan) e com o Batman do Tim Burton (Michael Keaton). Porém, além dessas cenas inéditas, foi usada muita coisa do primeiro trailer. O longa estreará no Brasil antes do que nos Estados Unidos. A estreia para nós será no dia 31 de Janeiro do ano que vem, então não deixe de seguir o blog para mais trailers e notícias.

                                                                                                                              - Demolidor

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Crítica de "Meu Passado Me Condena - O Filme"

O mais novo filme da comédia nacional já está nos cinemas e vem tirando risadas de muita gente. O filme se passa na maior parte dentro do cruzeiro que se dirige a Itália, com paradas em Marrocos e em Salvador, que dura aproximadamente 3 semanas, como se fosse a viajem dos protagonistas. O filme acompanha Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) em sua lua de mel após seu casamento precoce. Na história também aparecem o ex namorado de Miá, o egocêntrico Beto (Alejandro Claveaux) e uma paixão da infância de Fábio, Laura (Luciana Didone), e quando cada um descobre uma parte da vidaantiga do outro causa muitas confusões na vida do casal. O roteiro do filme é muito bom comparado com os outros filmes de comédia nacionais e internacionais, pois deixa o telespectador curioso para saber o final e como vai se desenrolar, mostrando como o casal lida com as brigas e desavenças de um jeito cômico e versátil, deixando o filme um pouco mais leve em certas horas. As piadas são excepcionalmente bem colocadas e não estragam nenhum momento do filme, deixando-o cada vez mais engraçado e divertido de se ver.

No elenco do filme quem mais chamou atenção (obviamente) foi o comediante Fábio Porchat que com seu jeito de criança e de brincadeiras, sempre que aparecia funcionava bem, tanto nas horas de comédia (que é sua especialidade) e nas horas de emoção e de romance. A outra protagonista principal, Miá Mello teve um papel mais culto em que ficou encarregada de assumir as cenas de amor e paixão entre os dois personagens. O resto do elenco atuou relativamente bem conseguindo levar a frente as cenas de comédia. No decorrer da história ainda aparecem mais três personagens, o amigo de infância de Fábio, Cabeça (o também comediante Rhapael Queiroga) e um ex casal que trabalha no navio,Wilson (Marcelo Valle) e Suzana (Inez Viana).

O filme não apresenta efeitos especias e nem visuais, mas tem uma fotografia razoável conseguindo mostrar bem o cruzeiro e as cidades visitadas pelos personagens. O figurino é constituído por roupas simples de uma viajem ao exterior e sem nada muito extravagante.

O filme foi produzido pela Mariza Leão e dirigido pela estreante Julia Rezende, que conseguiu criar uma história interessante, juntando muito bem comédia e romance, que são os principais focos do filme e utilizando com clareza os pontos fortes de seus atores em seus respectivos personagens.
Juntando todos os fatores como bons personagens e um roteiro bem estruturado e leve, "Meu Passado Me Condena" se torna um filme divertido, que causa risadas sinceras em todos que assistem.


Nota:



                                                                                                                                 -Vader


terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Wolverine - Imortal" ganhará continuação

O filme "Wolverine - Imortal" que acompanha Logan no Japão ganhará uma continuação. O título não foi dito, mas foi oficializado que Hugh Jackman voltará ao papel pela sétima vez na carreira. O diretor do primeiro filme James Mangold ainda está em negociações, porém provavelmente também fará parte do elenco. E você o que achou desse anúncio? Comente aqui embaixo e não deixe de seguir o blog para mais novidades sobre o mundo dos mutantes nos cinemas.

                                                                                                                              - Demolidor

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Novo trailer de "O Hobbit - A Desolação de Smaug"!


"O Hobbit - A Desolação de Smaug", a segunda parte da trilogia, é dirigido por Peter Jackson e estreia mundialmente no dia 13 de dezembro desse ano.

- Bilbo

domingo, 3 de novembro de 2013

"E.T. - O Extraterrestre"

"E.T - O Extraterrestre" é uma ficção científica americana feita em 1982. Dirigido por Steven Spielberg, a trama acompanha E.T., um extraterrestre que é "deixado para trás" na Terra e é encontrado por um simpático garoto chamado Elliot (Henry Thomas). Eles começam então uma forte amizade e passam por altas aventuras juntos, enquanto E.T. procura uma forma de construir um telefone para enviar um chamado pra casa.
O roteiro é muito bem dividido. Existem as cenas engraçadas, as cenas dramáticas e as cenas de ação. Todas são muito bem separadas, ou seja, a emoção que cada cena passa não é interferida ou cortada pela próxima cena. Esse é um grande mérito do longa. Além de contar uma história original (até então), o roteiro consegue fazer uma ótima construção de personagens. O E.T. tem uma ótima construção de personalidade e o público realmente se apega a ele. Além do E.T., o garoto Elliot tem uma boa construção, porque o público entende pelo que ele está passando e começa a torcer pela amizade dos protagonistas.
A direção de Steven Spielberg tem o mesmo ritmo de outros sucessos próprios de ficção científica (como "Encontros Imediatos de 3° Grau" ou "De Volta para o Futuro"). A câmera é muito bem manipulada e as tomadas usadas são as melhores a serem tomadas. Os efeitos especiais do longa são bem desenvolvidos. Feitos pela Lucasfilms (a produtora de George Lucas, diretor de "Star Wars"), os efeitos passam a beleza que Spielberg deseja demonstrar. Como não esquecer a cena em que Elliot e E.T. estão voando na bicicleta? A maquiagem usada no E.T. também foi bem feita. Os traços do personagem são bem elaborados e consegue passar (o mínimo) de realidade.
O elenco do filme é composto principalmente por crianças. Mas não pense que elas tornam o filme bobo, com atuações forçadas. Henry Thomas no papel de Elliot é simplesmente sensacional. Ele passa a sensação de que realmente vivenciou aquela situação. Seu choro de emoção e sua preocupação com o E.T. são muito bem passados ao espectador, que imediatamente se identifica com o personagem.
A trilha sonora sempre será lembrada. Composta pelo mestre John Willians ("Star Wars", "Indiana Jones"), possui tons inesquecíveis. A trilha entra nos momentos propícios, sempre visando passar a emoção da cena. O que também acho interessante no filme são as referências à "Star Wars". Existem duas cenas em que isso é notado. A primeira é na que Elliot apresenta seus bonecos ao E.T. Dentre os bonecos, está Boba Feet (famoso mercenário do filme de Geroge Lucas). Na outra cena (onde a referência é mais visível) aparece uma criança fantasiada de mestre Yoda. Essas cenas mostram que Spielberg não tem a pretensão de ser a melhor ficção científica de todos os tempos, mas sim divertir o público e mostrar que existem obras (além das dele) que merecem ser admiradas. E ele consegue divertir o público e passar uma mensagem de humildade.
O filme é emocionante. Mesmo tratando-se de uma ficção científica, o longa consegue desenvolver relações fortes e que ao serem rompidas passam emoção. "E.T. - O Extraterrestre" é uma mistura de uma boa ficção científica e um bom drama. Com seus personagens caricatos e roteiro bem amarrado, Steven Spielberg promove um filme inesquecível.

                                                                                                                       - Demolidor

Primeiro trailer de "Até que a Sorte nos Separe 2"

A continuação da comédia brasileira estrelada por Leandro Hassum ganhou seu primeiro trailer. O longa terá participações especiais de Anderson Silva e de Jerry Lewis. A história acompanhará Tino (Hassum) e sua família em uma louca viagem à Vegas. A estreia está programada para o próximo dia 27 de Dezembro.
                                                                                                                                 - Demolidor

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Crítica de "Thor - O Mundo Sombrio"

O Deus do Trovão de volta aos cinemas. Na trama da história existiam elfos negros desde antes do Universo nascer que espalhavam trevas por onde passavam. Seu principal líder era Malekith. Malekith criara uma força imensamente destrutiva e ele pretendia dar um fim ao Universo. Porém, o pai de Odin o derrotou e o colocou num sono profundo e escondeu a força destruidora num lugar (supostamente) seguro. Sabendo disso, o filme começa com essa força retornando e acordando seu mestre Malekith. A força instala-se no corpo de Jane Foster (Natalie Portman) e Thor (Chris Hemsworth) precisa da ajuda de Loki (Tom Hiddleston) para expulsá-la e destruí-la. O roteiro foi bom. Possui alguns furos em algumas partes (como no final, porém não falaremos para não dar spoilers), mas o saldo total foi ótimo. O roteiro possui diálogos interessantes e que demonstram a personalidade dos personagens (a mesma personalidade que eles tem nas HQs). O vilão Malekith foi bem construído e seu poder foi bem aproveitado para fazer um vilão capaz de derrotar o herói do filme. Ninguém mais aguentava o Loki como vilão em todos os filmes! O papel do Loki nesse filme foi sensacional pois ele deixou de ser um vilão para ajudar seu irmão a combater Malekith, mas mesmo assim Loki ainda não é confiável. O roteiro consegue enaganar em momentos propícios usufruindo dos poderes de Loki, o Deus da Trapaça. Às vezes você pensa que ele está em um lugar, mas está em outro e isso desenvolve-se do início ao fim. A mitologia de Asgard presente no longa foi bem desenvolvida. Os seus costumes, suas festas, seu modo de agir, tudo foi bem explorado pelo roteirista para apresentar um povo desconhecido ao cinema de uma forma fiel aos quadrinhos

O elenco principal do filme foi excelente. Depois de dois filmes encarnando o personagem ("Thor" e "Os Vingadores") Chris Hemsworth faz um bom papel. Ele passa muito bem a ideia do herói estar ganhando maturidade e tornando-se responsável e honrado. Natalie Portman (acostumada com grandes "blockbusters") faz uma atuação mediana. Em alguns momentos ela não demonstra surpresa em cenas inacreditáveis e isso prejudica o seu desempenho geral (o Demolidor acha isso. O Bilbo gostou de sua atuação e considera uma evolução enorme do primeiro filme para esse) Anthony Hopkins com toda sua experiência dá um belo desenvolvimento ao Odin e o torna um personagem forte.Tom Hiddleston dá um show de atuação e o espectador realmente fica com raiva do ator por certas atitudes de seu personagem. Existe uma atriz da série "2 Broke Girls" que participa do filme (como faz no primeiro) e seu papel é indispensável para as boas risadas do longa, mas em alguns momentos a sua participação e a de um outro estagiário são questionáveis (em relação ao roteiro do filme, a existência dos dois é desnecessária. Assim como no primeiro filme).

A direção é de Alan Taylor, um novato no ramo. Sua direção passa despercebida. Ele não comete nenhum erro nítido e consegue desenrolar a história duma forma eficiente, realizando cortes certeiros. Há uma parte do filme em que aparece Thor bolando um plano sentando à mesa com seus companheiros asgardianos. Enquanto ele vai narrando seu plano, a câmera mostra os personagens realizando as ações planejadas. Foi um momento de criatividade do diretor que encaixou corretamente com a cena. São cenas como essa que dão um bom começo para o diretor e com o passar do tempo ele vai ganhando confiança para novas tentativas.

Os efeitos visuais são belíssimos. A fotografia - principalmente em Asgard - consegue pegar belas paisagens nos planos inferiores. Cachoeiras e estrelas são notadas. Além disso, a maquiagem dos elfos negros ficou bem realista aos personagens (com um tom mais sombrio). Os efeitos especiais como as naves ou os raios no martelo do Thor também apresentam um bom espetáculo ao público. Os uniformes dos soldados asgardianos também ficaram legais e o figurino em geral desempenhou um bom papel. O filme não foi feito para ser visto em 3D. Na verdade, não faz diferença nenhuma pois o 3D é pouco usado. Mesmo assim, ainda são percebidas cenas com certas limitações, como grandes batalhas que acabam tendo 20 guerreiros de cada lado, algo que poderiam ter melhorado.

A diversão que o filme proporciona é surpreendente. Como trata-se de um filme do Thor, um herói não muito engraçado, muitas pessoas não esperavam piadinhas e situações engraçadas. Porém estavam enganados. O filme apresenta situações inusitadas combinadas com piadinhas e referências ao Universo Marvel. Em uma das cenas mais cômicas do longa, o Loki se transforma no Capitão América e fica zoando o personagem. Falando mal da roupa, zoando o patriotismo do herói ... Em outra cena, o mestre Stan Lee aparece e a risada é inevitável. Além do divertimento e da comédia, o longa também atrai o espectador para a história. Em nenhum momento o sono toma conta (e olha que vimos o filme à meia-noite). Um filme que surpreende pela boa diversão e supera em todos os quesitos seu filme antecessor.
OBS: Existem duas cenas pós-créditos.

Nota: 


                                                                                                                             - Demolidor e Bilbo